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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

“Obediência Civil”

Obs.: usar calça jeans azul, camisa ou camiseta branca e tênis.

Esta simples sentença lida em um pequeno papel um dia antes de comparecer a cerimonia cívica de dispensa militar puxou um gatilho na minha cabeça. Lavagem cerebral é um dos “adjetivos” que logo atribui após tal evento. A ideia de sociedade perfeita, padronizada é empurrada a jovens de na maioria 18 anos sem ao menos hesitar. Constitua uma família modelo, trabalhe sua vida inteira sem olhar para o lado, acumule bens para obter o respeito de seus semelhantes e se no meio desta jornada nosso querido País necessitar de seus serviços largue tudo isso, pois afinal defender a pátria é nosso dever primário.

O pior de tudo isso foi olhar para o lado e ver que ninguém ou quase ninguém prestava atenção as palavras que o pequeno General entoava a plenos pulmões e logo, ninguém fazia o mínimo esforço de se identificar ou indignar-se com tais palavras, como no meu caso. O momento de maior demonstração de interação aconteceu quando um dos cerca de 500 jovens perfilados como um batalhão em sentido caiu ao chão desmaiado.

Mas o pior de tudo mesmo é sentir a necessidade de usar aspas no título deste texto para de algum jeito tentar expressar o que ele realmente expressa ou quem a ele realmente faz referência.

Dito isto, digo: Pinte seu bigode.

sábado, 22 de maio de 2010

Falando nas pessoas...

Não é de hoje que vemos (cada vez mais) a degradação constante da mente das pessoas, calejadas por estarem tomando seus rumos de acordo com uma alternativa padrão sobre o viver, seguindo os passos do “correto” obedecidos a partir de nossa sociedade.
Parece que eles têm que se preocupar e trair suas horas, cada minuto e cada segundo, entregando-se a tarefas aparentemente urgentes, todas falsas; ou então a desejos caprichosos puramente angustiados e angustiantes.
Todos parecem alquebrados figurantes de cinema, estrelinhas apagadas, dublês desiludidos, pilotos de autorama, comoventes personagens com suas tristezas de fim de linha.
Toda essa gente têm banheiros com azulejos brancos e fazem uns cocozões bem sujos como os dos ursos das montanhas, mas tudo é mandado embora por um sistema de esgoto convenientemente supervisionado e ninguém mais pensa no cocô nem percebe que a origem dele é a merda e o almíscar e a escória do mar.
Mas tudo isso não passa, você sabe, de pura infelicidade, e durante todo esse tempo a vida passa voando por eles e eles sabem disso, e isso também os preocupa num círculo vicioso que não tem fim.